BioMama – A Mama Natural Aumentada com Gordura
Desde 2017, ao acompanhar muitas mulheres com implantes de silicone e observar a transformação física e emocional que acontecia quando elas decidiam retirar as próteses, ficou claro para mim que faltava uma alternativa verdadeiramente natural para reconstruir ou aumentar as mamas. Muitas dessas pacientes, após o explante, ficavam com pouco volume e não queriam voltar ao silicone. Foi a partir dessa necessidade que o uso da própria gordura começou a ganhar um papel essencial dentro da minha prática.
Com o tempo, percebi que essa abordagem também servia para outro grupo de mulheres: aquelas que sempre tiveram mamas pequenas e desejavam aumento, mas não se identificavam com a ideia do implante. Então, a gordura passou a ser uma opção segura, natural e coerente para criar volume, melhorar o formato e proporcionar um resultado que acompanha o corpo da paciente.
Assim, ao longo dos anos, a técnica foi evoluindo de forma contínua, com aprimoramentos importantes para aumentar a segurança, a previsibilidade e a qualidade dos resultados. Esse processo de evolução incluiu ajustes finos na forma de preparar a gordura, no modo de injetar, na distribuição do volume e na integração com outras técnicas mamárias, sempre baseado em evidências e na experiência adquirida.
Dessa evolução constante nasceu o conceito de BioMama — uma mama aumentada ou remodelada com a própria gordura, com aspecto natural, textura macia e contorno harmonioso.
A BioMama pode ser indicada principalmente para três grupos de mulheres:
1. Mulheres que desejam aumentar o volume das mamas sem colocar silicone, quando não há queda significativa.
O procedimento é feito através de pequenos orifícios de 2 a 3 mm, retirando gordura de áreas como abdome, coxas ou flancos e transferindo-a para as mamas.
2. Mulheres com mamas caídas e com pouco volume, que precisam levantar e preencher ao mesmo tempo.
Nesses casos, a lipoenxertia é associada à mastopexia, permitindo reposicionar a mama e adicionar volume com naturalidade.
3. Mulheres que retiraram o implante e ficaram com mamas muito vazias, desejando recuperar forma e volume sem voltar ao silicone.
Essas pacientes foram, inclusive, as primeiras que me levaram a aprofundar e aperfeiçoar essa técnica.
A lipoenxertia mamária tem respaldo científico desde o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, com segurança comprovada quando bem indicada e executada por profissional experiente. Como qualquer cirurgia, existem riscos, mas ela elimina completamente os riscos ligados ao uso de material artificial.
A BioMama não é uma técnica isolada ou uma novidade sem base. É a integração de várias técnicas consagradas, aplicadas de maneira estruturada para proporcionar um resultado natural, bonito e coerente com o corpo de cada mulher. Ela nasceu da prática clínica, da evolução gradual da técnica e, principalmente, da necessidade real que eu e minhas pacientes enxergamos ao longo dos anos.
Hoje, a BioMama representa exatamente isso:
uma alternativa natural, segura e elegante para aumentar ou remodelar as mamas usando apenas o que é seu.
E foi observando cada paciente, ouvindo suas histórias e entendendo suas necessidades que eu percebi — junto com elas — que esse caminho era possível.
E por isso sigo aperfeiçoando esse conceito diariamente.